Vou deixar a paixão chegar.
Nada de planos, só decisão.
Paixão correspondida e ponto.
Ontem fui fazer várias radiografias dos dentinhos. Panorâmica, periapical, não sei o que mais, massinha pra fazer molde e uma que pelo formato do aparelho eu pensei que ia furar os meus tímpanos. Bom, mas sobrevivi. O que não deu para resistir: as cócegas no queixo. Toda vez que a funcionária da clínica pegava no meu queixo pra encaixar alguma placa dava vontade de rir. E o pior que a mulher não dava um sorriso, só falava o necessário, parecia um robô. Na primeira vez ela parou, séria, e perguntou: está machucando? E eu: ham, ham. Leia-se: “não, não está”. Depois expliquei o porquê, mas não consegui um pingo de simpatia da parte dela. Depois veio outra funcionária fazer um outro exame. A mesma coisa. Mas esta era simpática e achou engraçado eu ter cócegas. Ainda me perguntou: como você faz para namorar desse jeito? Para namorar não sinto cócegas nenhuma, expliquei. As cócegas se transformam naturalmente em arrepio...rsrs
Com um atraso de décadas hoje acessei a internet e peguei a letra de Just the way you are, de Barry White. Podem rir, mas é isso mesmo. A música deve ser da década de 70, já foi regravada milhões de vezes por diversos cantores, passei toda a minha adolescência escutando e só agora peguei a letra. Podia ter pego antes? Podia, mas só hoje quis pegar. Agora posso acompanhá-la com minha voz de veludo (!) na versão de Diana Krall. Também vi a tradução, o que não levo muito em conta. Escuto a música pelo que ela representa pra mim. Outro dia um amigo me emprestou um cd de um cantor espanhol e pediu comentários. Disse que tinha gostado muito de uma música, embora ela fosse triste. Ele reclamou que eu deveria ter visto a tradução, pois a letra não era nada triste. Uai, mas pra que serve a tradução? Senti a música, não quero explicá-la. Tem um monte de músicas que adoro e que só escuto em rádio, músicas especiais pra mim que eu poderia muito bem gravar num cd. Mas gosto de escutá-las assim, de surpresa, sem hora marcada. Como se estivesse recebendo flores num dia comum.
Um poema do livro Vestígios, de Affonso Romano de Sant'anna.
Assisti há algumas semanas o filme "Dança Comigo", com Richard Gere e Susan Sarandon. Gostei do filme. Não, não só pelo Richard, mesmo ele sendo charmoso sem precisar de um pingo de esforço. Mas porque...gostei, pronto. Achei delicado, divertido, envolve dança e tem um bom elenco. Me divertiu e me fez pensar. Principalmente quando o personagem diz a esposa: eu tive vergonha. Ela pergunta de que. De mesmo tendo tanto, querer ser mais feliz, diz ele. Recomendo.