Poção de Palavras

25.11.06

Vou deixar a paixão chegar.
Nada de planos, só decisão.
Paixão correspondida e ponto.

18.11.06

Ontem fui fazer várias radiografias dos dentinhos. Panorâmica, periapical, não sei o que mais, massinha pra fazer molde e uma que pelo formato do aparelho eu pensei que ia furar os meus tímpanos. Bom, mas sobrevivi. O que não deu para resistir: as cócegas no queixo. Toda vez que a funcionária da clínica pegava no meu queixo pra encaixar alguma placa dava vontade de rir. E o pior que a mulher não dava um sorriso, só falava o necessário, parecia um robô. Na primeira vez ela parou, séria, e perguntou: está machucando? E eu: ham, ham. Leia-se: “não, não está”. Depois expliquei o porquê, mas não consegui um pingo de simpatia da parte dela. Depois veio outra funcionária fazer um outro exame. A mesma coisa. Mas esta era simpática e achou engraçado eu ter cócegas. Ainda me perguntou: como você faz para namorar desse jeito? Para namorar não sinto cócegas nenhuma, expliquei. As cócegas se transformam naturalmente em arrepio...rsrs

15.11.06

Com um atraso de décadas hoje acessei a internet e peguei a letra de Just the way you are, de Barry White. Podem rir, mas é isso mesmo. A música deve ser da década de 70, já foi regravada milhões de vezes por diversos cantores, passei toda a minha adolescência escutando e só agora peguei a letra. Podia ter pego antes? Podia, mas só hoje quis pegar. Agora posso acompanhá-la com minha voz de veludo (!) na versão de Diana Krall. Também vi a tradução, o que não levo muito em conta. Escuto a música pelo que ela representa pra mim. Outro dia um amigo me emprestou um cd de um cantor espanhol e pediu comentários. Disse que tinha gostado muito de uma música, embora ela fosse triste. Ele reclamou que eu deveria ter visto a tradução, pois a letra não era nada triste. Uai, mas pra que serve a tradução? Senti a música, não quero explicá-la. Tem um monte de músicas que adoro e que só escuto em rádio, músicas especiais pra mim que eu poderia muito bem gravar num cd. Mas gosto de escutá-las assim, de surpresa, sem hora marcada. Como se estivesse recebendo flores num dia comum.

12.11.06

Um poema do livro Vestígios, de Affonso Romano de Sant'anna.

INDIFERENTE

Como pássaros batendo na vidraça
minhas palavras caem aos teus pés.

Sem penetrar teu blindado ouvido
algumas sílabas
entrecortadas
no chão ainda estão se estertorando.

Ouves alheia, segues caminhando.
São cacos de palavras.
Mas teus pés não sangram.

11.11.06

Assisti há algumas semanas o filme "Dança Comigo", com Richard Gere e Susan Sarandon. Gostei do filme. Não, não só pelo Richard, mesmo ele sendo charmoso sem precisar de um pingo de esforço. Mas porque...gostei, pronto. Achei delicado, divertido, envolve dança e tem um bom elenco. Me divertiu e me fez pensar. Principalmente quando o personagem diz a esposa: eu tive vergonha. Ela pergunta de que. De mesmo tendo tanto, querer ser mais feliz, diz ele. Recomendo.