Com um atraso de décadas hoje acessei a internet e peguei a letra de Just the way you are, de Barry White. Podem rir, mas é isso mesmo. A música deve ser da década de 70, já foi regravada milhões de vezes por diversos cantores, passei toda a minha adolescência escutando e só agora peguei a letra. Podia ter pego antes? Podia, mas só hoje quis pegar. Agora posso acompanhá-la com minha voz de veludo (!) na versão de Diana Krall. Também vi a tradução, o que não levo muito em conta. Escuto a música pelo que ela representa pra mim. Outro dia um amigo me emprestou um cd de um cantor espanhol e pediu comentários. Disse que tinha gostado muito de uma música, embora ela fosse triste. Ele reclamou que eu deveria ter visto a tradução, pois a letra não era nada triste. Uai, mas pra que serve a tradução? Senti a música, não quero explicá-la. Tem um monte de músicas que adoro e que só escuto em rádio, músicas especiais pra mim que eu poderia muito bem gravar num cd. Mas gosto de escutá-las assim, de surpresa, sem hora marcada. Como se estivesse recebendo flores num dia comum.

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